AMOTINADOS

8.4.15

Poesia canalha

Ouça essa poesia, é poesia de pele escura, de gente miúda, de patifes e putas. Enlace e sinta o pulsar das vísceras, a rigidez dos músculos, a maciez da carne, a respiração equina dessa poesia canalha. Roça a boca nessa poesia, as letras e a língua, lábios úmidos, hálito quente, quadris sincopados, a saliva e rimas dessa poesia safada. Ela é poesia sem eira nem beira, ama o humilde, joga capoeira, frequenta macumba, roda no samba, sua casa é a rua. (D.Álvares)

Um comentário: