O grito mudo da manada explorada não sensibiliza o porco integrante da elite agrária. O pedinte esquálido implorando esmola não alcança a alma da perfumada senhora. O animal humano arrastando carroça e a consciência do babaca de gravata nem coça. O mendigo almoçando no lixo e o merdinha de terno ignora e corre para mais um compromisso. O moleque no semáforo a solicitar migalhas é invisível à moça bem sucedida em sua casamata de aço, ferro e lata. Mas na madrugada, acuados no portão, o cano frio na têmpora é vara de condão: a lágrima desce, a grana aparece, os poderosos ensaiam uma prece e a divisão de renda enfim acontece. (D.Álvares)
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Meu amigo... DÁRIO/AMOTINADO você a cada dia melhor...As suas f...r...ases são metaforicamente embaladas até os dentes!!!
ResponderExcluirParabens
amiga AnJôana
Você conseguiu ser sociopolítico sem hipocrisias
ResponderExcluirser sensível sem ser piegas
ser humano sem ser comum / mortal
enfim... você, só você
continue assim... especial assim... singular assim...
Será uma profécia. Séculos de história não mudou esta realidade. Será possível que algum dia mude? Creio que antes é necessário mudar a cultura dos que se alimentam da miséria alheia e ela não é individual é antes coletiva.
ResponderExcluirLi esse poema num suspiro só(nem respirei enquanto percorria suas palavras tão bem colocadas)!!! Ao final não segurei um: "Uau"...só mesmo meu amigo Dário(Uau)Berto pra tanto...Lindo...Saudade e até daqui uns dias...ao menos por mensagem...5 de julho...bj e te amo...Marisa
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